GRAVIDEZ PSICOLÓGICA

A gravidez psicológica é um fenômeno natural que ocorre em fêmeas de diversas espécies. Acontece por uma disfunção dos hormônios de animais que passaram pelo período do cio sem cruzar, mas que acreditam mesmo assim estar carregando filhotes. Eles, assim, apresentam os sintomas (tanto físicos como psicológicos) de uma gravidez – as fêmeas muitas vezes engordam, produzem leite, cavam ou montam ninhos para seus futuros filhotes.

Um animal que esteja passando por uma gravidez psicológica passa por mudanças principalmente comportamentais. Muitos chegam a adotar um objeto para representar seu “filhote” – pode ser um brinquedinho, chinelo velho ou qualquer outra coisa; há casos conhecidos em que o animal adotou até uma pessoa, ficando agressivo com outras que chegassem perto da sua “protegida”. As fêmeas tendem também a ficar mais anti-sociais e protetoras de seu espaço.

Em uma gravidez psicológica, cadelas e gatas podem apresentar um inchaço das mamas, que, aliado a produção de leite não liberado, pode desenvolver uma inflamação chamada mastite. Nesse caso, o veterinário deve avaliar o animal para evitar infecção. Já pássaros nesta condição tendem a colocar ovos vazios (não fecundados) e chocá-los.

As duas únicas formas de evitar a gravidez psicológica são cruzar ou castrar a fêmea. Porém, caso ela venha a passar pelo processo, tente não dar novos brinquedos ou objetos (pois caso ela os adote, a gravidez pode se prolongar) e procure mudar sua rotina – troque o lugar dos potes de comida e da caminha, faça-a se exercitar mais, etc. Se tiver um cachorro, leve-o para passear com mais freqüência.

De forma alguma repreenda uma fêmea que esteja sob uma gravidez psicológica. Afinal, não ter filhotes não é culpa dela – este problema foi criado pelos humanos.

 
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