PEIXES

 
 

Você sabia que observar peixes foi cientificamente comprovado como uma forma de se aliviar o stress? Estes graciosos animais embelezam qualquer ambiente com sua variedade de cores e suaves movimentos e servem como excelentes pets para quem não tem tanto tempo para se dedicar a um animalzinho.

POR AQUI VOCÊ ENCONTRA AS SEGUINTES ESPÉCIES:
Neon | Oscar | Paraíso | Paulistinha | Betta | Kinguio | Carpa | Cruzeiro do Sul
 
 

NEON:

Nome científico: Tetra Cardinal- Paracheirodon axelrodi (Falso Neon)
Origem: Bacia Amazônica.
Tamanho: 4 a 5 cm.
Aquário ideal: Deve ter pelo menos 50 litros. A temperatura deve ser mantida entre 22 e 25ºC, o pH entre 6.2 a 6.4 e o dH deve variar entre 3 e 4. Utilizar filtro biológico e filtro mecânico com carvão ativo e fornecer Iluminação por 12 horas/dia com lâmpadas "Gro-lux" e "luz do dia". Estes peixes apreciam iluminação forte e um ambiente com muitas plantas e pedras.
Alimentação: Devem ser fornecidas pequenas quantidades, duas vezes ao dia, de alimentos floculados para peixes tropicais. É conveniente acrescentar esporadicamente alimentação viva como artêmia salina, tubiflex, dáphnia ou larvas de insetos.
Reprodução: A reprodução em aquários é difícil, mas quando ocorre geram aproximadamente 300 alevinos (filhotes).
Comportamento: Vivem bem em cardumes, e não devem ser colocados com menos de 7 outros peixes da mesma espécie em seu aquário.

OSCAR:

Nome científico: Astronotus ocellatus.
Origem: Bacia Amazônica.
Tamanho: cerca de 35 cm.
pH: de 6.5 a 6.8.
dH: 0 a 3.
Alimentação: É muito voraz e prefere alimentos vivos. Pode-se fornecer-lhes caramujos, minhocas, coração e fígado.
Comportamento: São muito agressivos com outros peixes, mas chegam a reconhecer o aquarista.
Aquário ideal: Deve ter no mínimo 100 litros de água, a uma temperatura entre 21 e 26ºC. Deve ficar constantemente bem tampado e receber, por dia, 12 horas de luz e 12 horas de escuridão.
Reprodução: Reproduzem-se em cativeiro, liberando aproximadamente 600 ovos. Protegem os filhotes de forma agressiva, mesmo em relação ao criador. Por isso, se deve separá-los da cria comente quando demonstrarem desinteresse.

PARAÍSO:

Nome Científico: Macropodus opercularis.
Origem: China.
Tamanho: cerca de 9 cm.
Aquário ideal: Deve ser de 50 litros (para até 4 casais), e permanecer sob uma temperatura de aproximadamente 23ºC (estes peixes, porém, vivem bem também em temperaturas mais baixas). Quanto ao pH, não são exigentes. Utilize no aquário um filtro biológico e um filtro mecânico com carvão ativo. Os Paraíso apreciam plantas, plantas flutuantes e espaços livres.
Alimentação: Devem ser fornecidas pequenas quantidades de alimentos floculados para peixes tropicais, duas vezes ao dia. É conveniente acrescentar esporadicamente espinafre cozido, minhocas, crustáceos, artêmia salina, tubiflex, dáphnia ou larvas de insetos.
Reprodução: Constroem ninhos de bolhas na superfície (como os Betta). Os machos podem ser identificados por serem mais coloridos que as fêmeas. Reproduzem-se em cativeiro com facilidade.
Comportamento: Pode ser agressivo, sobretudo na época do acasalamento. Por isso, é uma boa idéia colocar dois casais por aquário, para que os machos não criem problemas. Os Paraíso devem ser mantidos, de preferência, em aquários com outros peixes da mesma espécie.

PAULISTINHA:

Nome Científico: Brachydanio Rerio.
Origem: Bengala.
Tamanho: cerca de 5 cm.
Aquário ideal: Aproximadamente de 50 litros, com sua temperatura variando entre 18 e 26 ºC. Utilize um filtro biológico e um filtro mecânico com carvão ativo. O pH deve ser mantido em 7.0 e a iluminação deve ser ligada por 12 horas com lâmpadas "Gro-lux" e "luz do dia".
Alimentação: São onívoros, ou seja, ingerem tanto vegetais como pequenos seres vivos. Como padrão, devem ser fornecidas pequenas quantidades de alimentos floculados para peixes tropicais, duas vezes ao dia, sendo conveniente acrescentar esporadicamente espinafre cozido, carne raspada, artêmia salina, tubiflex, dáphnia ou larvas de insetos.
Reprodução: Os Paulistinha se reproduzem em cativeiro com facilidade. Deve-se colocar bastante vegetação de forma a facilitar a sobrevivência dos filhotes.
Comportamento: No aquário, deve-se manter sempre mais de cinco exemplares, pois estes peixes vivem em cardumes.

BETTA:

Nome científico: Betta splendens (Regan)
Origem: Tailândia e Malásia.
Tamanho: 7 cm.
Aquário ideal: A água ideal para o Betta deve ser levemente ácida ou neutra (pH entre 6,6 e 7,2), com sua temperatura variando de 24ºC a 30 ºC. O meio deve ter iluminação suave, plantas fixas e flutuantes, carpete aquático ou solo macio formado por húmus. Apesar de viverem em água com baixo teor de oxigênio (o Betta possui a capacidade de extrair oxigênio da atmosfera), o ambiente deve ser aerado em função do bem estar dos filhotes.
Alimentação: Os Bettas gostam de artêmia salina, tubifex, insetos, fígado e coração de boi picados, que devem ser oferecidos três vezes ao dia em pequenas porções. É recomendável alimentá-los três vezes ao dia, porém de forma rápida e com pouca comida para evitar que a água fique suja.
Reprodução: A reprodução entre um macho e uma fêmea leva um processo demorado, porém que acontece naturalmente. Recomenda-se deixar os peixes em um aquário com água de pouca profundidade (10 ou 12 cm), para evitar que os ovos e filhotes, caso desçam ao fundo acidentalmente, sejam esmagados pela pressão. Os Bettas colocarão entre 500 e 700 ovos que ficarão em ninhos na superfície. Após o acasalamento, a fêmea deve ser retirada imediatamente do contato com o macho, sob o risco de ele ataca-la ferozmente. O mesmo deve ser feito com os filhotes após 4 dias de seu nascimento.
Comportamento: Também conhecido como Peixe-de-briga, o Beta faz jus a sua fama: os machos colocados no mesmo aquário lutarão até a morte do mais fraco, sendo que até o vencedor muitas vezes morre de exaustão. Já as fêmeas são pacíficas e podem viver em grupo. Ao contrário, os machos não toleram ser criados juntos e tão pouco necessitam de companhia no aquário, podendo viver muito bem sozinhos.

KINGUIO:

Nome científico: Carassius Auratus.
Origem: China.
Tamanho: de 15 a 30 cm.
Alimentação: A alimentação deve ser fornecida pelo menos 2 vezes ao dia e composta por ingredientes bem variados: pedaços de camarão, alface, espinafre, minhocas, tubiflex, artêmias. No caso de rações industrializadas, elas devem ter em sua composição menos de 10% de fibras e menos de 10% de carboidratos. A proteína de peixes ou soja é melhor assimilada pelos Kinguios.
Comportamento: Eles são peixes muito dóceis, vivem muito bem entre eles e com as carpas que também possuem exigências similares (ambos são da família dos Ciprinídeos). Outros peixes que podem ser colocados junto dos Kinguios são: Coridora, Molinésia, Limpa Vidro, Cascudo, Colisa, Tricogáster leri e Tnitis. Cuidado com outros peixes maiores e agressivos que ficam mordiscando suas caudas.
Aquário ideal: Para manter adequadamente 6 Kinguios será necessário um aquário de 80 litros. As condições para manter um aquário ou criar os Kinguios em lagos são semelhantes às das carpas (vide abaixo).
Reprodução: Normalmente os Kinguios estão aptos a reprodução a partir do 2 ano de vida, mas conforme a temperatura ambiente e as condições da água poderá ocorrer antes. Normalmente a reprodução ocorre uma vez ao ano. Para distinguir machos de fêmeas, observe que durante a época da reprodução que os machos ficarão com pintas brancas saltadas nas laterais logo depois dos olhos. As fêmeas ficarão redondas e normalmente com o ventre assimétrico, pois em cada ano um dos ovários produzirá os ovos. Durante a época de reprodução, que ocorre normalmente uma vez ao ano, na primavera ou verão, mantenha a temperatura estável entre 15 e 20ºC. Verifique todos os dias pela manhã se houve a desova e, assim que ela ocorrer, retire os peixes, baixe o nível da água para 12cm e mantenha a temperatura entre 18 e 20ºC. Mantenha a aeração e filtração bem fracos para que não mexam com os ovos. Os filhotes nascerão entre 4 a 5 dias, sendo recomendável oferecer-lhes infusórios, filhotes de Artêmia ou alimento especial para ovíparos em pequenas refeições. Durante este período faça pequenas trocas de água a cada dois dias para evitar produtos tóxicos de decomposição da comida. Após uma semana ou duas comece a completar o nível da água até o nível total do aquário. Lá pela terceira ou quarta comece a oferecer ração para Kinguio e vá mudando alguns peixes para novos aquários conforme eles forem crescendo.

CARPA:

Nome Científico: Cyprinus Carpio.
Origem: Ásia.
Tamanho: Até 90 cm.
Aquário ideal: As carpas devem ser mantidas, de preferência, em espaçosos tanques de 500 litros, para permitir que elas cresçam, porém evitar que pulem. Os cuidados para criar carpas são os mesmos que se deve ter com os Kinguios. Deve-se utilizar filtro biológico e filtro mecânico com carvão ativo bem dimensionados,e recomenda-se trocar ¼ da água do ambiente mensalmente, pois estes peixes sujam bastante a água. Iluminação deve ser mantida por 12 horas com lâmpadas "Gro-lux" e "luz do dia", e a temperatura idealmente entre 22 a 23ºC, sendo de 8 a 30ºC tolerável para estes peixes. As carpas também podem ser mantidas em lagos. Neste caso coloque algumas plantas flutuantes (aguapés) e não se preocupe se a água ficar um pouco verde, pois as carpas gostam desta "sopa". O pH para a criação de carpas deve estar entre 7.2 e 7.4, e o dH de 0 a 2.
Alimentação: As carpas ão peixes onívoros, de modo que sua alimentação deva ser bem variada. Caso você opte por utilizar ração industrializada, observe no rótulo os ingredientes e leve uma mistura que contenha menos de 10% de fibras e menos de 10% de carboidratos. A proteína de peixes ou soja é melhor assimilada pelas carpas. Devemos ainda fornecer-lhes minhocas, tubiflex, artêmias, dáfnias, abóbora, batata doce, cenoura, espinafre cozido e pedaços de camarão.
Reprodução: Para a reprodução o ideal é utilizar tanques ou caixas d'água. Coloque plantas flutuantes no começo da primavera e verifique todos os dias se os ovos foram colocados nas raízes das plantas. Quando isto ocorrer, transfira-as para outro tanque onde não haja nenhum peixe e coloque um pouco de fungicida, para evitar que os ovos não férteis estraguem os outros. Entre 3 e 5 dias nascerão os alevinos. Forneça infusórios, artêmia recém eclodida e gema de ovo (tudo em pequenas quantidades). Depois de 20 dias poderá começar a fornecer ração esfarelada.
Comportamento: Carpas são peixes muito dóceis, alegres e ativos e que convivem muito bem entre si e com Kinguios (também pertencentes à família dos Ciprinídeos).

CRUZEIRO DO SUL:

Nome Científico: Hemiodopsis Gracilis.
Origem: Bacia amazônica e Guianas.
Tamanho: 15 cm.
Aquário ideal: Deve ter aproximadamente 100 litros. Utilize filtro biológico e filtro mecânico com carvão ativo, e mantenha a iluminação por 12 horas com lâmpadas "Gro-lux" e "luz do dia". O pH deve ficar entre 6.2 e 7.0 e o dH pode variar entre 0 e 3. A temperatura deve ser mantida entre 24 e 28ºC, sendo muito importante estar atento às condições da água, pois o Cruzeiro do Sul é muito sensível a variações.
Alimentação: Devem ser fornecidas pequenas quantidades, duas vezes ao dia, de alimentos floculados. É conveniente acrescentar esporadicamente alimentação viva como artêmia salina, tubiflex, dáphnia ou larvas de insetos.
Reprodução: Estes peixes dificilmente se reproduzem em aquários.
Comportamento: Vivem bem em aquários comunitários, mas não com outros peixes da mesma espécie. Para manter mais de um exemplar, o aquário deve ser grande.

 
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